Strauss Zelnick, CEO da Take-Two, afirmou que não está "nem um pouco" preocupado com a repercussão negativa em torno do tribunal de trabalho da Rockstar, que pode impactar o lançamento de Grand Theft Auto 6.
A controvérsia começou após a demissão de 31 funcionários da Rockstar North, todos membros do IWGB Game Workers Union, sob a alegação de "conduta inadequada". Desde então, a disputa legal entre o sindicato e a Rockstar se intensificou, levantando questões sobre práticas de anti-sindicalismo.
Um sindicato de trabalhadores da Rockstar foi criado no início deste ano e, de acordo com informações recentes, já conta com mais membros do que nunca. O assunto chegou a ser discutido até mesmo no Parlamento do Reino Unido.
Em entrevista ao The Game Business, Zelnick declarou: "[Estamos] nem um pouco [preocupados]. A forma como você desenvolve o jogo é diferente da natureza das suas relações de trabalho. Estamos muito orgulhosos das nossas relações trabalhistas." Ele destacou que a Take-Two possui uma força de trabalho de 13 mil colaboradores e que a empresa tem a taxa de rotatividade mais baixa do setor, com a Rockstar apresentando números ainda menores.
Esses comentários surgiram após a divulgação do último relatório financeiro da Take-Two, onde Zelnick também mencionou que acredita que em três anos todos estarão jogando jogos por streaming. Além disso, ele explicou que a empresa está cada vez mais focada no digital, com mais de 90% de suas vendas nessa modalidade.
Embora a expectativa seja de que GTA 6 se torne o jogo mais vendido da história, a controvérsia atual poderá ter repercussões que vão além das vendas, especialmente com o início do julgamento marcado para 10 de setembro deste ano.